sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Mesmo com as desvantagens trabalho informal continua em destaque.

Trabalhar por conta própria, fazer seu próprio horário, ter uma renda maior e sem cobranças de chefias e supervisores tem sido um grande atrativo na hora de montar seu próprio negócio. Mas abrir uma empresa não é tão simples assim, e por causa da burocracia e altas taxas para se manter uma empresa, alguns empreendedores acabam trabalhando informalmente como autônomos. O trabalho informal tem sido a melhor opção para algumas pessoas, alguns usam essa possibilidade de trabalho para aumentar a renda da família e outros como o único recurso de renda mensal, como é o cosa de Dona Maria de Lurdes, de 46 anos, ela sustenta a família com a venda de salgados.
Maria de Lurdes começou a trabalhar com salgados quando ficou desempregada há seis anos, como ela tinha recém financiado sua casa, para não perder o imóvel passou a fazer salgados e vender nas portas das lojas próximas a sua casa.  Como o negócio deu certo, e como o procura foi grande ela não quis voltar para o mercado de trabalho formal, preferiu garantir sua renda como autônoma. Dona Lurdes diz que o trabalho é cansativo, mas o esforço é recompensado no final do mês.
A informalidade, no entanto, traz muito mais problemas que vantagens. Para os especialistas essa não é a melhor opção de emprego, pois como ela não contribui com o governo, no futuro não terá direito aos benefícios do governo, para Thiago Paiva professor de economia da Universidade Positivo, o trabalho informal só é viável enquanto o trabalhador tem disponibilidade física para trabalhar, mas no futuro essa disponibilidade ira acabar e como ela não contribuiu com o INSS, não terão direito no beneficio da aposentadoria.
  O trabalho informal pode ser favorável em curto prazo, mas a longo prazo ele deixa de ser a melhor opção. Dona Lurdes como é chamada pelos fregueses não troca o seu trabalho por um com carteira assinada, pois garante que mesmo trabalhando como autônoma tem renda superior a de uma pessoa que trabalha formalmente. Maria de Lurdes não revela sua renda mensal, mas garante que com ela já realizou alguns sonhos. Thiago Paiva diz que como economista não vê o fim do mercado informal, pois essa pratica de trabalho existe desde a época do feudalismo, “enquanto existir o jogo de futebol existirá o cambista, o vendedor de bebidas de porta de estádios e assim sucessivamente...”.

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